Olá. Posto aqui uma pequena cena de uma micro peça de teatro que escrevi há pouco tempo.

Espero que apreciem, ela trata da dualidade da vida e, da esperança.


O teatro da vida.

Cena1:

O pano se abre.

Cenário: Um palco frio, sem nada, apenas um pano preto ao fundo.

Dois personagens (um homem e uma mulher), (personagem 1) veste-se de preto , (personagem 2) veste-se de branco .


Personagem 1

— Porque a vida tem tantas dificuldades?

Personagem 2

— Qual seria a graça sem elas?

Personagem 1

— Não sei, mas ela podia ser mais direta! Ao menos é o que eu acho, ela é feita de tantas curvas, que acabamos nos perdemos nelas.

Personagem 2

—Qual seria a graça sem elas? As curvas? A vida sem curvas não teria graça!

Personagem 1

— Você pode ter toda razão, não tinha pensado nisto, mas foram tantas curvas e se curvar em minha vida, que já virou um labirinto!

Personagem 2

— Mas que tipo de labirinto? De dores? De amores? Pois amar também é doer, se tu não amas, ou se amas e perde, aí sim é de doer!

Personagem 1

— Estou perdido há tanto tempo...! Que nem sei mais, se doo de amor, ou, de dissabor. Sei que dói, nem sei se sei mais amar.

Personagem 2

— Como assim meu amigo? Se sua vida é um labirinto de amor, perca-se nele, la nave vá, deixe-a ir, se for de dissabor, não casse o culpado, pois este pode ser você.

Personagem 1

—Minha vida esta sem eixo, um desleixo só. Perdi tanto tempo nela, construindo ela, que acho que esqueci de fazer suas fundações, sempre vivi a mil por hora, será agora que devo me preocupar? —Estou só diante de um precipício, não tenho mais como voltar atrás, este labirinto me trouxe até aqui, não posso me perder mais, ou posso?

Personagem 2

— Se você entrou no labirinto, e este lhe levou a um precipício, reconheça, a culpa foi sua, de suas emoções, você foi sim fascinado por elas, se deixou levar, mas tudo nesta vida tem um remédio, não adianta olhar para trás. 

Cena 2:

Pausa: Fecha-se a cortina por poucos segundos e ela se abre de novo, ao fundo um pano com a imagem do quadro “Sol” de Munch.


Personagem 2:

Veja, a aurora radiante, o sol despontando no horizonte, é um novo dia, e você pode começar tudo de novo, ou novamente continuar na mesma! Olhe o sol! Ele acabou com a noite! Jogue-se no abismo! É seu destino! Jogue-se no abismo, no novo, no incalculável. Não é esta afinal sua missão nesta vida? Perder-se? Portanto jogue-se! Você pode não mudar o mundo, mas pode mudar a si mesmo.

Fecha-se o pano.

L. Vivanco Solano.





Comentários

Postagens mais visitadas deste blog